Quarta-feira, 06 de Maio de 2009

 

      Vejamos algumas receitas gastronómicas deste concelho:

 

GASTRONOMIA TÍPICA DO CONCELHO DE LOUSADA

Como a grande maioria das regiões do nosso País, Lousada tem a sua gastronomia específica, fruto da sua localização geográfica e da sua actividade predominante.

"Cabrito Assado com Arroz de Forno"

 

De tradição em Lousada é o carneiro, ou o cabrito assado e arroz no forno.
A carne é posta em água e sal durante bastante tempo. Passa-se depois, já pela noite para a vinha de alhos (vinho, alho, sal, limão, louro e pimenta). Pela manhã prepara-se o forno e também um estrugido enquanto ele aquece. Um estrugido de verdade, com carne gorda de toucinho, colorau e pimenta. Com ele se tempera a carne disposta na assadeira para ir ao forno.
À parte, faz-se uma calda também com carne gorda e bocados de galinha cozida. De seguida deita-se num alguidar apropriado de barro, a quantidade de arroz aí desejada, colocando por cima rodelas de cebola, salsa e um fio de azeite, para que o arroz fique bem solto. Por fim junta-se-lhe a calda feita e mete-se tudo no forno.

            

“Cozido à Portuguesa”

O cozido à portuguesa é um prato usado em qualquer época do ano, mas tem sempre lugar em festas de cerimónia.
Este prato leva muita variedade de carne.
Coloca-se uma panela com água a ferver e deita-se-lhe presunto, galinha, salpicão, chouriço, toucinho fresco e carne de vaca, tira-se da panela e parte-se. E por fim deitam-se-lhe as batatas.
Serve-se acompanhado por arroz do forno.


        
“Os Rojões”

São também um prato de tradição. Quem por aqui passar, dificilmente lhe resistirá.
Trata-se de um prato que abundava nas casas por ocasião da matança do porco, lá pelo Santo André “quando o porquinho faz qué, qué”. Dia de festa, esse, e de fartura para todos.
Os rojões fazem-se com pedaços de carne previamente temperados em sal e alho. Tudo posto num tacho com um pouco de banha a alourar em lume brando. Tempo e paciência para esperar que as próprias batatinhas pequenas e com um pequeno golpe também cozam e fiquem aloiradas. É um prato a servir com arroz do forno.

 

“O Sarrabulho”

É um petisco feito a partir do sangue do porco cozido. Mais ou menos meio quilo, a que se junta uma colher de banha e um litro e meio de água, canela, limão, mais pedaços de pão de trigo (dos cantos), uma colher de mel e 200 gramas de açúcar. Depois da água estar a ferver, junta-se-lhe a canela em pau e casca de limão, o açúcar, a banha e o mel e os pedaços de pão até levantar fervura. Por fim o sangue cozido esmiuçado e deixa-se ferver uns minutos e já está.”
Pratos típicos de Macieira.

 

 Basulaque (Receita típica de Meinedo)

É um prato feito com miúdos de carneiro e bucho, galinha caseira, presunto e salpicão.
Num tacho  faz-se um refogado com cebola e azeite, quando o estrugido está no ponto junta-se um pouco de vinho branco. De seguida junta-se-lhe as carnes e fica a refogar até tudo estar bem tenro e apurado.
Antes de retirar do lume, acrescenta-se pimenta a gosto e hortelã.

“O Pão de Ló”

 

O pão de ló é uma deliciosa sobremesa, com nome bem firmado no tempo e melhor espalhado no espaço, é tão doce “como beijos de moça casadoira” diz-se por aqui. Não admira, veja-se como se prepara:
“Tomam-se18 ovos, seis para bater inteiros e doze só com a gema.
Bate-se durante uma hora meio quilo de açúcar. De seguida, junta-se-lhe a farinha de trigo (meio quilo) e umas boas raspas de Limão. A forma deve ser de barro e coberta a papel cavalinho, antes de se lhe deitar a massa. Depois cobre-se tudo com a outra metade da forma e verifica-se a temperatura do forno, que deve ser exactamente aquela que é capaz de amarelecer sem queimar. E é nesse calor do forno que o pão coze em 45 minutos. Nada mais!”

 

“O Sarrabulho”

É um petisco feito a partir do sangue do porco cozido. Mais ou menos meio quilo, a que se junta uma colher de banha e um litro e meio de água, canela, limão, mais pedaços de pão de trigo (dos cantos), uma colher de mel e 200 gramas de açúcar. Depois da água estar a ferver, junta-se-lhe a canela em pau e casca de limão, o açúcar, a banha e o mel e os pedaços de pão até levantar fervura. Por fim, o sangue cozido esmiuçado e deixa-se ferver uns minutos e já está.”
Pratos típicos de Macieira.

                

Basulaque (Receita típica de Meinedo)

É um prato feito com miúdos de carneiro e bucho, galinha caseira, presunto e salpicão.
Num tacho  faz-se um refogado com cebola e azeite, quando o estrugido está no ponto junta-se um pouco de vinho branco. De seguida, junta-se-lhe as carnes e fica a refogar até tudo estar bem tenro e apurado.
Antes de retirar do lume, acrescenta-se pimenta a gosto e hortelã.



“Os beijinhos de amor”

 

Batem-se 18 ovos, três inteiros e os outros em gema, juntamente com 300 gramas de açúcar e uma pitadinha de sal. E bate-se durante três quartos de hora! Depois disso, juntam-se-lhe as gema, as raspadinhas de limão, mais 275 gramas de farinha com fermento espalhado à mão e sem bater. Num tabuleiro enfarinhado, deita-se então a massa às colheres, separadas umas das outras e vai tudo ao forno, durante três a quatro minutos. Num tacho à parte prepara-se açúcar em ponto. Depois de arrefecido cobre-se os bolos!

 

 

 

 

“Os Rosquilhos” (Doces típicos de Meinedo)

 

 

Uns são grandes, outros são pequenos e aparecem em todas as ocasiões de festa ou romaria.
São preparados com uma dúzia de ovos batidos com sal e raspa de limão, a que se junta
600 gramas de farinha com fermento, até que a massa fique endurecida e apta a ser esticada para enroscar à maneira de cada um. Vai então a um tabuleiro enfarinhado e daí ao forno bem quente durante vinte minutos. A cobertura é feita de açúcar em ponto, onde, quando o açúcar ainda está quente, se mergulham as roscas uma a uma até se molharem bem!”


 

“Sopa seca doce” (Receita típica de Boim)

 

Receita tão famosa que até Maria de Lurdes Modesto a veio recolher ao concelho, para a mencionar no seu livro “Cozinha Regional”.
“Toma-se uma galinha,
100 gramas de toucinho, 300 gramas de vaca sem gordura, um ramo de hortelã, 3 colheres de sopa de mel, açúcar, canela e 250 gramas de trigo de 1ª qualidade, um alguidar de barro vidrado, do tipo chapéu amachucado, e vamos à sua confecção.
Levam-se as carnes a cozer em bastante água ligeiramente temperada com sal. Depois destas cozidas, coa-se a calda, juntando-lhe de seguida o ramo de hortelã, a canela e o açúcar a gosto, de modo a ficar bem doce. Polvilha-se com açúcar e canela o fundo do alguidar que vai ao forno e vão-se colocando as fatias bem encharcadas separadas entre si por açúcar e canela, devendo a última camada ser de açúcar. Cobre-se o alguidar com papel pardo e vai ao forno até ficar bem tostadinho.
Depois é só saborear esta guloseima, e bom apetite.

            
 



publicado por patrimonion às 09:21
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